"A cadeira de balanço rangia enquanto pendia, lentamente, para frente e depois para trás. O velho álbum de fotografia já estava amarelado e suas folhas pareciam resistir firmemente o impacto do tempo. Dentre tantas, havia ali uma fotografia datada em 13 de maio de 1963, que trazia um casal sorridente. A moça de tão branca mais se assemelhava a uma porcelana chinesa, os cabelos negros modelavam perfeitamente seu rosto, que parecia ter sido minuciosamente delineado... Seus olhos negros e profundos combinavam perfeitamente com o nariz fino, e este por fim, com sua boca tão cheia e rosada. O rapaz alto e esbelto, cabelos igualmente negros e pele branca, tinha sobrancelhas grossas e até um pouco carrancudas, que contrastavam levemente com seu sorriso torto. Só de fitar aquele sorriso meu corpo estremecia.
sexta-feira, 1 de março de 2013
"Quase sempre passa, não passa nunca."
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